Por que a gente tem dificuldades de superar finais? Não apenas em relacionamentos, tem gente que nunca vai entender o fim da TV Globinho, ou como a Netflix teve a coragem de terminar com uma série como Sense 8.
Quando eu falo que nada é permanente e que tudo tem um final, deveríamos entender exatamente isso, que não importa o quanto eram boas essas produções, alguém decidiu que o fim chegou. Podemos não compreender? É claro que sim, estranho seria se estivéssemos aceitando tudo o que decidissem por nós.
Terminar o ensino médio também acende a questão, porque de alguma maneira a gente foi forçado a sair de um local onde passamos a metade da nossa vida. E assim como nós, que vivemos de ciclos, empresas de conteúdo como a Rede Globo e a Netflix também possuem os seus. Quem é que gostou de Malhação ter sido tirada da grade sem nenhum respeito pelas décadas no ar e histórias marcantes?
Podemos não aceitar que algumas coisas cheguem ao fim, mas precisamos seguir em frente. Da mesma maneira que a gente não vai passar o resto da vida lamentando aquele relacionamento que não deu certo, precisamos seguir em frente com o final daquela série. Em algum momento você pode acabar se apaixonando por outra produção, mas procure ter maturidade de entender que em algum momento do futuro ela pode chegar ao fim.
Recentemente assisti "De volta a lagoa azul" e descobri que os protagonistas do filme anterior morreram dentro de um barco enquanto seu filho acabou sobrevivendo. É claro que eu achei aquilo um absurdo, porque toda a história de descobertas do filme anterior foi jogada no lixo para alguém poder reconstruir tudo de volta, mais uma vez. O que a gente pode fazer com isso? Nada, absolutamente nada. E assim é a vida...
