Nada como um dia após o outro



 Eu queria entender as pessoas e em como elas parecem se esforçar para estragarem as coisas. Queria ser frio o suficiente ao ponto de não insistir em pessoas que não valem a pena. Gostaria ser inocente para não conseguir ver que o problema do outro é apenas com ele. Não queria ver a maldade do próximo, tão pouco sua ignorância, não queria participar da arrogância e nem mesmo me usurpar do mesmo pecado.

 Aos desejos, eu me derreto, com a certeza de que muito sei, mas que não sei o suficiente. Eu queria estar contente e aceitar como relevante e pequeno o que me foi causado. As perguntas que eu faço, o silêncio que eu ganho, se fui merecedor eu jamais saberei, mas aqui só tem espaço para o amor. Gostaria de estar bem, de estar bem longe, quem sabe em outra dimensão. Foi me roubado um futuro, um dia sem pai, e em um deslize, perdemos o nosso amor.

 Seria seu vício me proibir da felicidade? Quem causou o que me causa tantas interrogações? São perguntas que eu jamais vou saber, sua mania de chutar sentimentos é como um furacão, mas a gente vai se reconstruindo. Eu queria te ver sorrindo, mas você insiste em estragar as coisas. Nada como um dia após o outro.