EUA invadem a Venezuela: Entenda os ataques, a captura de Maduro e o que acontece agora



    A geopolítica das Américas sofreu uma guinada histórica neste sábado, 3 de janeiro de 2026, com a confirmação, via CNN Brasil e G1, de uma intervenção militar dos Estados Unidos em território venezuelano. A ação, denominada Operação Lança do Sul, resultou na captura do líder Nicolás Maduro e na ocupação estratégica de pontos-chave em Caracas.

    Sob a justificativa oficial de combate ao narcoterrorismo e proteção da segurança hemisférica, o governo americano mobilizou forças de elite para desmantelar a cúpula do governo venezuelano, alegando que a medida era necessária para interromper o fluxo de ilícitos e restaurar a ordem. No entanto, a sutil linha entre a segurança nacional e a soberania internacional gera debates intensos: analistas sugerem que, embora a narrativa de segurança seja o pilar público, os interesses sobre as vastas reservas de petróleo e a influência sobre o fornecimento energético global permanecem como subtextos inevitáveis desta movimentação militar.

    O desenrolar dos fatos ocorreu de forma fulminante durante a madrugada, com bombardeios precisos em infraestruturas militares nas regiões de Caracas, Miranda e Aragua. Enquanto o Pentágono sustenta que os alvos foram estritamente táticos, o governo provisório venezuelano denunciou danos em áreas civis, inflamando a retórica de resistência popular. A captura de Maduro e sua esposa, levados sob custódia para os Estados Unidos para responderem a processos criminais, criou um vácuo de poder imediato, atualmente ocupado pela vice-presidente Delcy Rodríguez em meio a um estado de emergência nacional.

    Esta nova realidade impõe um desafio diplomático sem precedentes para o Brasil, que reagiu através do presidente Lula com preocupação sobre a estabilidade regional e o risco de uma crise humanitária nas fronteiras. O fechamento preventivo da passagem em Pacaraima exemplifica o temor de que o conflito transborde, transformando uma operação cirúrgica em um problema social de larga escala para os vizinhos sul-americanos.

    A repercussão global reflete um mundo dividido entre a necessidade de mudanças políticas e o respeito à autodeterminação dos povos. Enquanto nações aliadas aos EUA e grupos de oposição venezuelana veem o evento como o início de uma transição democrática, potências como Rússia e China criticam a intervenção como uma violação do direito internacional. O futuro da Venezuela agora depende de um equilíbrio frágil entre a administração da ordem pelas forças de ocupação e a pressão por eleições legítimas que não pareçam impostas externamente.

    O sucesso ou o fracasso desta intervenção não será medido apenas pela captura de figuras políticas, mas pela capacidade de estabilizar a economia e a paz social sem gerar novos ciclos de violência. O mundo observa atentamente os próximos passos, ciente de que o desfecho deste confronto redefinirá as relações diplomáticas no Hemisfério Ocidental pelas próximas décadas.