A guerra no Vietnã seguiu durante anos sem que os Estados Unidos participassem diretamente do conflito. Nos primeiros anos, o papel dos Estados Unidos no conflito foi o de fornecer armas e conselheiros militares, que faziam o treinamento dos exércitos sul-vietnamitas.
No entanto, essa política americana alterou-se com Lyndon Johnson no poder. Ele assumiu a presidência depois do assassinato de John F. Kennedy, que aconteceu em novembro de 1963. Lyndon Johnson chegou à presidência americana em 1964 e, durante um ano, seu governo estudou as possibilidades de envolvimento direto na Guerra do Vietnã.
A mudança na postura dos Estados Unidos deu-se por causa da insatisfação com a incapacidade do governo sul-vietnamita de combater as tropas comunistas. A participação efetiva dos Estados Unidos no conflito ocorreu após o Incidente do Golfo de Tonquim, em agosto de 1964. Nesse incidente, a embarcação americana USS Maddox foi atacada duas vezes por torpedeiros norte-vietnamitas.
Os ataques, nunca comprovados pela marinha americana, foram usados como pretexto para a aprovação de resoluções que permitiam o envio do exército americano para a guerra vietnamita. Essa participação americana no Vietnã foi polêmica e foi marcada pela violência cometida contra civis em pequenas aldeias no interior do país.
As tropas americanas usaram bombas incendiárias, como o napalm, e armas químicas, como o agente laranja, para destruir plantações e desfolhar as árvores de florestas, que eram usadas como esconderijo pelos vietcongues. Por causa dessa extrema violência, o governo americano passou a ser alvo de grande pressão popular para a saída do conflito à medida que as imagens da guerra eram divulgadas e a quantidade de mortos no exército americano crescia.
Os protestos pelo fim da participação americana na Guerra do Vietnã aconteceram principalmente com os movimentos de contracultura, que estavam em alta na época. Essa pressão popular, aliada a anos em um conflito que parecia não ter fim, levou o presidente americano Richard Nixon a propor um cessar-fogo com as tropas norte-vietnamitas.
A assinatura desse cessar-fogo deu fim à participação americana na guerra em 27 de janeiro de 1973. Em junho do mesmo ano, o senado americano aprovou ainda emenda proibindo novo envolvimento do país na guerra.
O governo do Vietnã do Sul, que a essa época era governado por Nguyen Van Thieu, ficou sem o apoio dos Estados Unidos e foi incapaz de conter os avanços dos exércitos comunistas do Norte. A cidade de Saigon foi conquistada e renomeada para Ho Chi Minh pelos comunistas em 1975.
Com a derrota do governo sulista, o Vietnã foi reunificado sob um governo comunista a partir de 1976. Acredita-se que, ao longo dos anos de conflito, pelo menos 1,5 milhão de pessoas tenham morrido e que esse número possa ter alcançado os 3 milhões de mortos. Os exércitos americanos acumularam 58 mil mortos durante os anos de envolvimento na guerra.
Quando os vietnamitas começaram a construir o socialismo no país unificado, primeiramente eles optaram pelo velho modelo soviético que, por não levar em conta as peculiaridades e as realidades nacionais, fracassou. O país então entrou em uma crise econômica que agravou ainda mais sua situação social.
Já em 1982, foi inugurado em Washington o Monumento aos Veteranos do Vietnã, durante o governo de Ronald Reagan. Em um muro de mármore negro estão gravados os nomes de todos os mais de 50 mil soldados estadunidenses mortos na guerra, para que sejam lembrados pela posteridade. Os nomes dos cerca de quatro milhões de vietnamitas, civis e militares (em sua maioria camponeses), mortos no conflito, permanecem no anonimato.
Em 1987 o Vietnã enfrentava uma inflação de quase 700% ao ano, uma grande carência no abastecimento de mercadorias e artigos de primeira necessidade como o arroz, por exemplo, estavam sendo importados. Além disso, o país só mantinha relações comerciais e diplomáticas com países socialistas, pois sofria o embargo de países capitalistas, sob imposição dos EUA, além de estar travando uma guerra com o Kampuchea Democrático durante a Guerra cambojana-vietnamita e se defendendo da invasão chinesa no Vietnã.