Há exatos 42 anos atrás, no dia 5 de junho de 1981, cinco jovens gays em Los Angeles haviam sido diagnosticados com uma infecção pulmonar incomum conhecida como pneumonia por Pneumocystis carinii (PCP) e dois deles haviam morrido. Aquele dia foi a primeira vez que a síndrome da imunodeficiência adquirida estava sendo relatada no resumo semanal de saúde pública do Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos.
Após aquele relatório chegar aos jornais, o CDC acabou tomando conhecimento de outros casos entre homens gays. Além de PCP, eles também tinham outras infecções secundárias, entre elas, um câncer raro e agressivo conhecido como sarcoma de Kaposi (KS). Cerca de um mês após o primeiro texto, o boletim do CDC já registrava 26 homens gays em Nova York e Califórnia com os mesmos diagnósticos. Número esse que iria aumentar exponencialmente.
Nos primeiros dias o CDC não tinha um nome oficial para a doença e referia-se a ela por meio das condições clínicas associadas como, por exemplo, a linfadenopatia, chamando-a de "linfadenopatia generalizada persistente". Em determinado momento, o CDC assumiu a frase "a doença dos 4H's", uma vez que a síndrome parecia afetar haitianos, homossexuais, hemofílicos e usuários de heroína, isso porque logo descobriram que a AIDS não estava restrita à comunidade homossexual.
Os primeiros anos da epidemia de Aids foram uma época incerta e perturbadora. As comunidades LGBTQ estavam perdendo amigos e entes queridos para a doença, um após o outro, sem saber como ou por quê. Durante todo o tempo, a sociedade parecia fazer vista grossa para a tragédia.
