Em 1991, a estrela da NBA Earvin “Magic” Johnson revelou que tinha sido diagnosticado com HIV. Sua identidade de homem negro heterossexual ajudou a demonstrar que qualquer pessoa pode contrair a doença. Outro avanço científico veio em 1996, quando a FDA aprovou os primeiros inibidores de protease. Com isso, entrou em uso o que é conhecido como terapia antirretroviral altamente ativa (HAART na sigla em inglês), transformando o HIV/Aids de um diagnóstico fatal em uma condição controlável.
Richard Chaisson, um médico que ajudou a liderar a luta contra a Aids no Hospital da Universidade Johns Hopkins durante as décadas de 80 e 90, descreveu o sentimento ao “New England Journal of Medicine”. “O desespero mudou para esperança. A esperança mudou para crença e a crença mudou para alegria”, lembrou. “Muitos pacientes voltaram para casa depois de viver no círculo dos condenados e passaram a ter uma vida quase normal”.
Em 2010, os pesquisadores anunciaram mais um desenvolvimento empolgante: um estudo descobriu que tomar uma dose diária de medicamentos para o HIV reduzia o risco de infecção para homens que fizeram sexo com outros homens. Em 2012, a FDA aprovou o uso da profilaxia pré-exposição (PrEP) para adultos com alto risco de infecção – um dos marcos mais significativos da epidemia.
Mesmo com os novos tratamentos para HIV/Aids tornando o diagnóstico mais controlável e até mesmo ajudando a prevenir a infecção, os desafios de saúde pública permanecem. Cerca de 1,2 milhão de pessoas nos EUA viviam com HIV até o final de 2018, de acordo com o CDC. Existem disparidades no acesso ao tratamento. Negros e hispano-americanos são afetados desproporcionalmente pelo HIV. A resistência aos medicamentos para HIV/Aids também se tornou cada vez mais comum.
Alguns pesquisadores e médicos começaram a desviar sua atenção e esforços para outras áreas após o fardo dos primeiros anos, de acordo com o “New England Journal of Medicine”. E, apesar de os EUA estabelecerem uma meta em 1997 de encontrar uma vacina contra o HIV dentro de 10 anos, quatro décadas depois, ainda não há vacina ou cura para a doença.
