— Ontem a Isadora disse que não poderia ir buscar a Isabela porque estava se sentindo mal, então eu fiquei preocupada e pedi pra Letícia ir buscar a Isa no lugar dela. Mas ela disse que queria um remédio pra dor de cabeça e sugeriu que eu fosse buscar nosso anjinho e a Letícia fosse buscar o remédio lá no começo da rua. Quando eu voltei ela já não estava mais aqui.
— Essa menina só da dor de cabeça Sylvia. Onde é que ela se meteu?
— Pai, logo ela aparece. Quando a gente morava em San Pedro ela vivia com essas brincadeiras.
O telefone tocou e Sylvia pegou o telefone rapidamente.
O telefone tocou e Sylvia pegou o telefone rapidamente.
— Isadora? É você? — ela olhou para Letícia e entregou o telefone sem falar nada.
— Oi amiga, pois então, hoje é o dia do filme na casa do Biel mas você não foi pro colégio, eu fiquei muito preocupada porque eu acho que o Lucas vai querer ficar comigo mas eu não estou afim dele e estou insegura com isso porque...
— Desculpa, eu não fui pro colégio porque estou com um problema familiar, e provavelmente não vou posso ir no cinema hoje a noite.
— Mas qual é o problema? Pode me contar?
— Minha irmã saiu ontem e ainda não voltou, agora preciso desligar porque estamos esperando uma ligação.
— É sua amiga do colégio? — perguntou Sylvia.
Letícia negou com a cabeça. — Só uma colega de classe mesmo. Gabriel estava na varanda de casa olhando para o além quando Marialda chegou em casa. Ele estava tão distraído que nem percebeu ela falando.
—... então eu preciso que você me prometa que vai cuidar de tudo por aqui. Tudo bem Gabriel?
— O que? — perguntou arregalando os olhos — Eu estava distraído.
— A mãe vai precisar ir pra Brasília pra uma reunião sobre a fronteira do Brasil com a Argentina, vamos tentar barrar o acesso livre do pessoal que fica de lá pra cá todos os dias. Mas, eu vou em um dia e volto no outro, tudo bem né?
— Não mãe!
— Quer que eu deixe alguém aqui com você? — Gabriel tapou o rosto.
— Não! Eu quis dizer da fronteira. Tem gente que depende dela. Sugira um controle mãe porque tem gente que mora aqui e trabalha lá, se você barrar eles você vai estar prejudicando a família inteira deles.
— Você está bem preocupado com a população. Vai ser meu sucessor na política é?
— Não exagera mãe. Eu só pensei sobre isso, não tem nada demais. Mas pode me deixar sozinho aqui na fazenda sim, talvez o Lucas fique aqui também, mas é só ele, você sabe...
Marialda deu um beijo no rosto do filho e entrou pra dentro de casa.
Sylvia estava andando de um lado para o outro preocupada com Isadora por não ter voltado pra casa desde ontem a tarde, na Argentina ela tinha o costume de dar suas escapadas pra sair com os amigos, mas aqui em Paraíso ela não tinha nenhum.
Manuel nem mesmo foi trabalhar no Cafecito, porém tinha um amigo de confiança na Argentina que se dispôs a cuidar do estabelecimento enquanto fosse necessário. Letícia estava muito preocupada, porém guardava tudo para si. Isabela estava na escola, e nada sabia sobre sua mãe, Isadora.
— Valéria?
Letícia estava surpresa pois Valéria e Lucas estavam na frente de sua casa.
— Eu realmente não vou poder sair de casa pra ir na fazenda...
— Não se preocupe meu anjo, nós estamos aqui pra sair procurar sua irmã.
Sylvia e Manuel saíram na porta de casa e Valéria estava sorrindo para eles.
— A senhora deve ser a mãe da Letí não é mesmo? Ela disse que a irmã dela sumiu então como somos amigos dela, nós vamos procurar por ela.
Lucas estava sério, mas com vontade dar risada, pois Valéria falava coisas absurdas com um sorriso no rosto, parecia alguém que acabou de fugir de um hospício.
— Não acho uma má ideia. — disse Sylvia com uma mão no peito e semblante de preocupação.
— As vezes minha filha está precisando de ajuda.
— Se eu achar ela, eu vou dar uma surra que ela nunca mais vai esquecer!
— O senhor está maluco? Não devemos pensar o pior, em primeiro lugar vamos encontrar ela. Com família e com amigos fica muito mais fácil!
— Eu queria ir pra Brasília com você mãe!
— E perder aula? De forma alguma.
— Dona Marialda?! A cidade está um alvoroço — Era Rose, a secretária. — Uma jovem que está morando a pouco tempo aqui em Paraíso sumiu, ai uma tal Valéria, acho que é a amiga do Gabriel, reuniu uma multidão lá no mercado do centro, vai todo mundo sair atrás da jovem.
Gabriel se levantou rapidamente assustado.
— Os que vieram da Argentina?
— Sim, é uma menina da família dos argentinos lá. Talvez ela esteja na Argentina pelas fofocas, mas vão procurar só até a fronteira pelo o que eu sei.
— Sério? — perguntou Marialda — Gabriel, pega um casaco e me espera no carro, Rose cancele meu expediente na prefeitura que nós vamos procurar ela na Argentina. E precisam organizar as buscas com a população.
Continua...
