Eram sete e sete da noite quando Beatriz decidiu parar o trabalho e ir para a casa, ela estava trabalhando no caso de uma mulher que cansada de apanhar do marido, quando ele se envolveu em um acidente ela não prestou socorro e ele faleceu. Mas, foi ela pegar o telefone que ele tocou, era um número de Florianópolis perguntando se ela era a mãe de Augusto.
— Sim... eu sou... era a mãe dele, mas meu filho faleceu em um acidente. — respondeu ela, achando estranha a ligação.
— Pois então, Senhora Beatriz, ouve uma confusão naquela época, seu filho não faleceu.
— Que? — ela se sentou novamente, sentiu um calor e sua mente deu um branco — Ele foi enterrado vivo? Se tivéssemos aberto o caixão ele poderia estar salvo? O que que aconteceu? Me fala pelo amor de Deus!
— Calma senhora. Eu vou te explicar tudo o que aconteceu.
Manoel chegou cansado em casa, e Sylvia estava colocando o jantar na mesa. Isadora estava vendo a filha, Isabela, mexendo no computador enquanto Letícia sentada no sofá, estava lendo um livro.
Manoel chegou cansado em casa, e Sylvia estava colocando o jantar na mesa. Isadora estava vendo a filha, Isabela, mexendo no computador enquanto Letícia sentada no sofá, estava lendo um livro.
— Hola!
— Já disse pra falar em português meu amor, quando abrir o Cafecito aqui em Paraíso vai ter que estar com a língua afiada. — Respondeu Sylvia, dando um beijo em seu marido.
— Está bem meu amor. Hoje tinha uma família aqui do Brasil lá em San Pedro, eu achei tão bonito porque era um casal e a mãe da moça, a mãe dela tinha uma deficiência nas pernas e eles cuidavam tão bem dela. A senhora estava sorrindo a todo instante e disse que o marido da filha dela era o melhor homem do mundo.
— É tão difícil encontrar um homem que presta hoje em dia. — se intrometeu Isadora pegando um copo de água para Isabela.
O pai da Isabela está por aí em algum lugar do mundo, e o namorado da Letí não passava de um pilantra.
— Namorado não! — gritou ela do sofá — Eu nunca namoraria um garoto como ele. Por enquanto o único homem da minha vida é meu pai. — completou, dando um beijo no rosto de Manoel.
— Os jovens hoje em dia só pensam em curtir e curtir. Esquecem de ter respeito, demonstrar carinho, amor...
— Verdade mãe! — disse Isadora — A última jovem do mundo com essas qualidades é a nossa Letícia!
— Eu também! — comentou Isabela.
— Você não está no computador? — perguntou Isadora.
— Estou com os olhos, os ouvidos não. — respondeu, fazendo Sylvia e Letícia rirem.
— Melhor a gente jantar, não é? — perguntou Manoel e todo mundo concordou.
Marialda bateu na porta do quarto de Gabriel, e entrou em seguida. Ela estava com o telefone fixo em mãos.
— Liga pro Lucas e pede pra ele arrumar as coisas que eu vou buscar ele.
— Ok... Que? Eu não posso ligar pra ele.
— Por que?
Marialda sentou na beira da cama e encarou o filho.
— A gente brigou. Tinha uma menina na história e ele ficou do lado dela e parou de ser meu amigo.
Ela se levantou e foi em direção a porta, mas se virou antes.
— Você tem dez minutos pra se arrumar. Nós vamos na casa do Lucas, você vai pedir desculpa pra ele e ainda vai contar que o Augusto, irmão dele, está vivo. Se tem alguém de quem ele precisa, esse alguém é você. E mais, espero do fundo do meu coração que não pense duas vezes se vai ou não vai seguir minha ordem. Eu não me tornei mãe pra ter um filho sem caráter. Várias vezes que te peguei fazendo coisas erradas, fiz você ir pedir desculpa, e agora vou descobrir tudo e fazer de novo. Se você tiver errado nessa briga com o Lucas, você vai pedir desculpa.
Continua...
