Naquela manhã de sábado, o céu ainda estava coberto por nuvens cinzentas. A chuva tinha caído por pouco tempo, mas o chão do parque ainda brilhava molhado. Laurinha acordou animada, calçou seus patins cor-de-rosa e saiu de casa com vontade de deslizar pelo caminho que tanto gostava.
Ao chegar no parque, sentiu o ar fresco da chuva que tinha acabado de passar. Os bancos estavam molhados, as folhas das árvores ainda pingavam, e as poças espalhadas refletiam o céu nublado. Laurinha encostou seu pé na pista e sentiu os patins escorregarem. Deu um passo para trás e olhou com atenção para o chão liso e úmido.
Percebeu que seria perigoso patinar naquela condição. Mesmo com vontade de brincar, entendeu que a segurança vinha em primeiro lugar. Decidiu esperar o sol aparecer para secar a pista. Sentou-se num banco coberto e observou outras crianças que também tinham vindo com patins e skates.
Algumas delas tentavam andar mesmo assim, escorregando e se desequilibrando. Laurinha, então, teve uma ideia. Pegou um pano que levava na mochila e começou a secar os rodízios de seus próprios patins. Em seguida, ofereceu ajuda para quem estava ali por perto. Juntas, as crianças passaram a limpar as rodas e evitar as áreas com mais poças.
O tempo foi passando e o sol começou a surgir entre as nuvens. Aos poucos, o chão foi secando e o brilho molhado deu lugar ao asfalto firme e seguro. Laurinha calçou os patins novamente e sentiu que agora o momento era mais apropriado. Deslizou com equilíbrio, desviando das partes que ainda estavam úmidas.
Aquela manhã ensinou a todos que a pressa pode causar acidentes, mas que esperar o tempo certo e cuidar do ambiente à volta é uma escolha inteligente. Laurinha aprendeu que, antes de se divertir, é importante observar, analisar e agir com responsabilidade.