Embora eu goste de falar, aparecer e ser o centro das atenções, ainda tenho minhas limitações e não consegui sair do meu lugar para ir até o púlpito. No entanto, acredito que minhas intenções foram suficientes para firmar com Deus o compromisso de mudar, de retornar ao que é melhor, de ser melhor não só para os outros, mas para buscar o melhor para mim mesmo.
Estava tremendo, mas após a oração dos irmãos, uma paz imensa me invadiu, pois estava ciente do caminho que desejo seguir. Sempre preguei a leveza e a empatia, mas acabei me esquecendo de mim mesmo e do meu compromisso com o Pai Celestial. Como poderia estar bem estando distante daquele que necessito ao meu lado?
Sempre disse às pessoas que pertencia a Deus e não à igreja, mas meu comportamento não refletia isso. O contraste era tão evidente que, após um culto, quando dois amigos me perguntaram onde eu estive e respondi que estava na igreja, eles insinuaram que, na verdade, eu poderia estar em um dos piores lugares possíveis, menos na igreja. Será que mudei tanto assim para pior?
A realidade é que a mudança ocorre todos os dias. É essencial para mim retomar o hábito de incluir Deus no meu cotidiano e, sinceramente, não me preocupo se os outros notam ou não. Meu compromisso é com Jesus, não com as pessoas. Sei que os comentários ou julgamentos das pessoas continuarão a existir, mas eles não definem quem sou nem para onde estou indo. Minha prioridade não é provar nada para ninguém, mas viver uma fé que seja autêntica, transformadora e que inspire paz ao invés de conflito. Afinal, o amor de Deus não exige perfeição, apenas a disposição de um coração aberto para recomeçar, todos os dias, com humildade e fé.
Assim, não me preocupo mais em dar explicações ou convencer alguém. A vida que estou reconstruindo com Jesus é a resposta que vale a pena. E, nesse caminho, cada passo que dou em direção a Ele me faz perceber que nunca estive tão perto de quem eu realmente quero ser.
