Capítulo 3: Infarto – Quando o Coração Pede Socorro

O infarto, também conhecido como ataque cardíaco, é um evento grave e, muitas vezes, fatal se não tratado rapidamente. Ele ocorre quando o fluxo de sangue para o músculo cardíaco é interrompido, geralmente devido à obstrução de uma artéria coronária por um coágulo ou por placas de gordura. Sem sangue e oxigênio suficientes, o tecido cardíaco começa a morrer. Entender os sinais de alerta e os fatores de risco pode salvar vidas.

O Que Acontece Durante Um Infarto?

O coração, como qualquer outro músculo, precisa de oxigênio para funcionar. Esse oxigênio é fornecido pelas artérias coronárias. Quando essas artérias são bloqueadas, parcial ou totalmente, o sangue não consegue chegar a uma parte do coração. Essa interrupção causa dor, mal-estar e, se não tratada, pode levar à morte do tecido cardíaco, resultando em danos permanentes ao órgão.

Placas de gordura acumuladas ao longo do tempo nas paredes das artérias são a causa mais comum desse bloqueio. Elas podem se romper, formando coágulos que interrompem o fluxo sanguíneo. Essa condição, conhecida como aterosclerose, está diretamente ligada a fatores como dieta pouco saudável, sedentarismo, tabagismo e níveis elevados de colesterol.

Sinais de Alerta

Os sintomas do infarto podem variar de pessoa para pessoa e, em alguns casos, ser sutis. No entanto, alguns sinais comuns devem ser observados:

  • Dor ou desconforto no peito: sensação de aperto, pressão ou queimação que pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço, mandíbula ou costas.
  • Falta de ar: dificuldade para respirar, mesmo em repouso.
  • Náuseas ou vômitos: mais comuns em mulheres, mas também podem ocorrer em homens.
  • Sudorese intensa: suor frio e repentino, muitas vezes acompanhado de tontura ou fraqueza.
  • Sensação de ansiedade ou pânico: algumas pessoas descrevem a sensação de "pressentir" que algo está errado.

Em mulheres, os sintomas podem ser diferentes e menos evidentes. Além de dor no peito, elas podem experimentar cansaço extremo, dores nas costas ou estômago e náuseas. Por isso, é essencial que todos estejam atentos a qualquer sinal atípico.

Fatores de Risco

O infarto está frequentemente ligado a condições e hábitos que danificam os vasos sanguíneos e o coração:

  • Colesterol alto: níveis elevados de LDL (colesterol "ruim") contribuem para o acúmulo de placas nas artérias.
  • Diabetes: afeta os vasos sanguíneos, tornando-os mais propensos a se tornarem obstruídos.
  • Tabagismo: fumar danifica as artérias e reduz a quantidade de oxigênio no sangue.
  • Hipertensão: a pressão alta força o coração e os vasos sanguíneos, aumentando o risco de infarto.
  • Estresse: embora muitas vezes subestimado, o estresse crônico é um fator de risco significativo. Ele pode elevar a pressão arterial, contribuir para comportamentos não saudáveis (como alimentação inadequada ou consumo de álcool) e provocar espasmos nas artérias coronárias.

O Que Fazer Diante de Um Infarto?

Ao identificar os sintomas de um infarto, agir rapidamente é crucial. O atendimento médico imediato aumenta significativamente as chances de sobrevivência e minimiza os danos ao coração. Se suspeitar de um infarto:

  1. Ligue para os serviços de emergência imediatamente.
  2. Sente-se ou deite-se em uma posição confortável enquanto aguarda ajuda.
  3. Se recomendado pelo médico anteriormente, mastigue um comprimido de aspirina, que pode ajudar a reduzir a formação de coágulos.
  4. Não tente "esperar passar". Cada minuto conta!

Recuperação e Prevenção

Após um infarto, a recuperação depende da gravidade do evento e do tratamento recebido. Muitos pacientes precisam de mudanças no estilo de vida, medicamentos e acompanhamento médico regular. Exercícios controlados, uma dieta equilibrada e o controle de fatores de risco, como colesterol e hipertensão, são fundamentais para evitar um novo evento.

O infarto é uma das principais causas de morte no mundo, mas grande parte dos casos pode ser prevenida com escolhas saudáveis e uma atenção cuidadosa aos sinais do corpo. O coração sempre nos dá sinais de alerta – cabe a nós ouvi-lo e agir a tempo.