O salão principal da Casa Velha estava transformado para o ritual final.
As velas estavam dispostas de acordo com as instruções dos pergaminhos, e a armadura antiga estava posicionada no centro da sala, rodeada pelos artefatos encontrados na caverna. A carta do Luciano, cuidadosamente disposta sobre uma mesa ao lado do altar improvisado, parecia ter uma aura de gravidade.
Ana, Luana, Pedro e Marcos estavam em seus lugares, cada um com uma tarefa específica para garantir que o ritual fosse realizado corretamente. A atmosfera estava carregada de expectativa e uma sensação de responsabilidade. O grupo sabia que o sucesso do ritual era crucial para finalmente resolver o mistério da Casa Velha e libertar o espírito que fora acusado pelas mortes que ocorreram na casa abandonada nos confins de Jaguariaíva.
Luana, segurando o pergaminho principal, começou a ler em voz alta. A linguagem era arcaica e cheia de termos ritualísticos, mas ela conseguia pronunciar cada palavra com clareza. Pedro e Marcos estavam posicionados ao redor da sala, acendendo as velas e preparando os itens ritualísticos conforme descrito no grimório. Ana, por sua vez, estava focada em ler a carta escrita por Luciano, conforme indicado nos documentos. Seus olhos se moviam pelas palavras com uma intensidade silenciosa, enquanto sua voz quebrava o silêncio da sala.
—Luciano deseja que sua história seja contada e que a verdade sobre sua morte seja revelada... Luciano deseja que sua história seja contada e que a verdade sobre sua morte seja revelada... —repetia, sua voz ecoando pela sala.
A atmosfera na casa abandonada parecia estar mudando. A energia que antes estava carregada de tensão parecia começar a se acalmar. A luz das velas dançava nas paredes, criando sombras que pareciam estar em movimento. Pedro, observando o ambiente, percebeu uma mudança sutil no ar, como se uma presença invisível estivesse prestando atenção ao que estava acontecendo.
—Está funcionando. —disse Marcos, olhando ao redor da sala com uma expressão de esperança misturada com nervosismo— Parece que a casa está reagindo ao ritual.
Com o ritual em andamento, o grupo continuou seguindo as instruções. Luana, ainda lendo em voz alta, começou a fazer um círculo ao redor da armadura com um pó ritualístico encontrado na caverna.
—Isso deve ajudar a concentrar a energia e a intenção do ritual. —explicou ela.
Ana continuou a ler a carta, com seus olhos fixos nas palavras escritas por Luciano.
—Ele fala sobre sua dor e seu desejo de justiça. Deve haver um significado profundo em cada palavra que estamos lendo.
O vento na casa começou a aumentar novamente, e as velas tremularam com uma intensidade inquietante. O som do vento se misturou com o som das palavras do encantamento, tornando difícil a compreensão. Pedro, concentrado em suas tarefas, sentiu uma sensação crescente de que algo importante estava prestes a acontecer. Enquanto o ritual avançava, novamente, uma sombra escura começou a se formar no canto da sala.
A presença do espírito de Luciano parecia estar se tornando mais forte, e o grupo podia sentir a energia concentrada ao redor do altar. Luana, com a voz firme, continuou a recitar as palavras finais do encantamento, esperando que o ritual trouxesse a paz que Luciano procurava.
De repente, a sombra escura começou a se movimentar, tomando forma e ganhando uma aparência mais definida. Era como se o espírito estivesse se manifestando de forma mais clara e intensa. A sensação de frieza e pressão no ambiente aumentou, e todos no grupo sentiram um arrepio percorrer suas espinhas. Ana, com a carta em mãos, falou com convicção.
—Luciano, estamos aqui para corrigir a injustiça e revelar a verdade. Sua história será contada, e a verdade será conhecida!
À medida que Ana falava, a sombra escura começou a se dissipar lentamente. O ambiente estava carregado de uma energia calma, e o grupo podia sentir uma transformação ocorrendo. A sensação de opressão e medo estava diminuindo, e a casa parecia estar respondendo ao ritual de maneira positiva. Finalmente, as palavras finais do encantamento foram ditas, e um silêncio profundo tomou conta da sala.
A sombra escura havia desaparecido completamente, e a sensação de inquietação que pairava na casa estava substituída por uma paz sutil. O grupo, exausto, mas aliviado, se olhou com uma sensação de realização.
—Acho que agora conseguimos! —disse Luana, sua voz suave e cheia de emoção— O espírito de Joaquim finalmente encontrou a paz que buscava!
Pedro e Marcos concordaram, sentindo uma sensação de satisfação e alívio.
—Parece que conseguimos resolver o mistério e trazer justiça...
Enquanto o grupo se preparava para deixar a Casa Velha, uma nova sensação de esperança estava no ar. A casa, que antes parecia carregada de terror e sofrimento, estava agora mais calma e silenciosa. O ritual havia trazido uma sensação de fechamento e paz, e a verdade sobre Luciano finalmente havia sido revelada.
Ana, Luana, Pedro e Marcos deixaram a casa com a sensação de dever cumprido. A jornada havia sido cheia de desafios e medos, mas a resolução do mistério trouxe um novo começo para todos eles. Dissipar a verdade sobre o que acontecera no passado.
A casa abandonada, embora ainda cheia de história e mistério, agora tinha uma aura de tranquilidade, como se o espírito finalmente pudesse descansar em paz. O grupo se despediu com a esperança de que, finalmente, a paz havia sido restaurada. O mistério da Casa Velha estava resolvido, e o espírito de Luciano havia encontrado a libertação que procurava.
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