Dangerous Love — Capítulo 2



Depois de 5 dias seguidos conversando com o Gabriel, contando tudo sobre minha vida e sabendo sobre a vida dele ele precisou viajar da famosa São João para o estado de Roraima. Como ele iria ficar sem internet, a saída para que não ficássemos sozinhos foi partir para a ligação. Escutar sua voz me deixou arrepiado e eu só queria passar o dia inteiro com ele no telefone.

O bom nessa minha vontade, é que o que eu quero eu estou conquistando. Até mesmo no meio da aula eu fico no telefone com o Gabriel. Eu poderia passar o dia todo falando sobre como eu estou gostando dele, sobre o quanto ele é especial, fofo e como qualquer pessoa que esteja perto dele é sortuda, e devo lhe contar, é exatamente isso o que eu faço.

— Você só me usa né? —Disse ele.

— Jamais, eu não estou louco!

— E as aulas de inglês?

— É que eu não sei... —Respondi aos risos.

Além de ser um dos caras mais bonitos que eu já conheci, o Gabriel é extremamente inteligente. Contei pra uma amiga sobre a minha vida e em como eu me sentia com relação a o que estava acontecendo, infelizmente, ela não foi positiva.

— Não dá pra namorar com alguém a distância. Até quando vocês vão arrastar um relacionamento sem contato?

— Mas a Helena era daqui da cidade e não deu certo.

Ela me olhou séria antes de me xingar — Eu te amo, mas você é muito burro!

Resolvi não ligar pro que aquela acabou de me dizer, e ainda acabei contando para o Gabriel. Mais do que meu aliado, o Gabriel me deu forças para ir até a delegacia e encontrar o Rafael. E só quando eu vi ele ali de pé na minha frente que eu senti um alívio.

— Cara, você vai sair dessa!

— A gente se empolga com algumas coisas e depois acontece uma coisa dessas... Eu...

Abracei o Rafael e disse que ele não precisava me dizer nada. E ele realmente não precisava, quando a gente é amigo de verdade, a gente não faz cobranças e também não joga as coisas na cara, temos que dar apoio, na glória ou na merda. Apesar do tempo ser curto, a gente conversou bastante coisas e ver meu amigo sorrir valeu a pena.

— Quero ver você trazer teu namorado aqui!

O maior talento do Rafael, com certeza, era ser debochado.

— Eu não estou namorando...

— Ah! Assume logo, falou do guri o tempo todo... — Continuou.

Pedi desculpas e ele disse que queria me ver feliz.

Assim que eu sai da delegacia já liguei para o Gabriel, eu estava muito feliz. Minha felicidade durou alguns dias até eu chegar em casa e a Vitória dizer que eu não iria mais fazer visita na delegacia ou contaria para a minha mãe.