Após uma invasão alienígena que durou dois anos, a paz e a ordem voltou a se estabelecer na Terra. Tudo estava ótimo até 2028 quando a televisão anunciou que Nova Iorque estava encoberta por uma nave gigante, a temível nave mãe. Diferente da outra vez, agora os lagartos gigantes estavam com uma tecnologia muito superior a que nós tínhamos e, em três meses os Estados Unidos tinha deixado de existir. As informações que contavam é que a população norte americana estava usando um equipamento na espinha que os deixavam escravizados. Os lagartos estavam construindo um exército e acabando com os terrestres. Mas nós iriamos lutar até o fim.
Capítulo 4
Aquilo grudado nas costas do Arthur ficava martelando na minha cabeça que as coisas não tinham voltado ao normal. Parte de mim não confiava que meu filho estava de volta e era o primeiro de todos que já tínhamos recuperados e que estava vivo depois de quarenta e oito horas. Mas, eu não podia negar que eu estava sorrindo, aquela sensação de que minha família estava unida de novo me dava mais garra pra continuar lutando por todos nós.
Outra coisa que estava em meus pensamentos era o que o Tiago poderia ser. Por mais que minha curiosidade estivesse grande. Eu precisava deixar que ele seguisse o caminho dele. Ter o meu filho de volta, era como se um novo ciclo tivesse chegado, era como se tivéssemos vencido a guerra, mesmo eu sabendo que foi apenas uma batalha.É engraçado como em tão pouco tempo, tanta coisa passe em nossa mente, essas explosões dentro da gente... Será que esses malditos alienígenas também provam dessas reações no corpo deles? Eu só não conseguia aceitar que eles realmente fossem superiores aos humanos. Eu precisava, a todo custo, descobrir o ponto fraco deles.— Antonio, a Victória fugiu!
— Como assim, Pedro? Isso foi agora? —Perguntou se levantando da poltrona.— Chame o grupo de caça de a gente vai atrás dela.
— Ela tinha falado com o Marcos que tinha vontade se encontrar com um lagarto pra se oferecer em troco da Cristina, mas ele não achou que era sério.
— Merda!
Eu não podia acreditar que a Victória tinha cometido um deslize desses. Ela sabe que a gente está vulnerável e ainda assim foi atrás desses monstros que acabaram com nossos amigos, com tantas pessoas que nos rodeavam. É assustador o que uma pessoa faz quando está desesperada.
Entendo que ela está maluca pra de alguma forma encontrar a Cristina, mas sozinho a gente não vai conseguir chegar a lugar nenhum. Agora mais uma vez, nós teríamos que deixar as pessoas por quem a gente luta pra tentar salvar alguém que não está nem aí.
— Marcos, eu quero falar com você!
Ele estava se vestindo quando a Doutora Thais entrou na sala em que ele estava.
— Você sabe que você ta proibido de ir com a caça não é mesmo?
Ele parou um instante de costas para ela, antes de se virar para responder.
— Eu vou. Você precisa entender que o mundo mudou. E esse risco de sair lá fora sem saber o que vai acontecer, é parte de quem eu sou.
— Mas...
— Não tem mais, Thais. Você fica falando que eu não estou bem, eu não fico bem de estar aqui, eu não fico bem de saber que meus amigos estão lá fora e podem precisar de mim enquanto eu estou aqui dentro me protegendo. Se sobrou uma vida pela que lutar, eu vou lutar por ela. Agora me da licença, ou quer me ver pelado?
Naquele momento, a Doutora Thais não disse nada, eu não sei o porque dela ter ficado quieta, já que ela sempre foi uma mulher um tanto brava. Tudo o que importava era a saúde dos seus pacientes. Mas cada um tem a sua vida.
Eu agradeço todas as noites pelo dia em que o Augusto me desobedeceu e saiu para conhecer as redondezas de onde estávamos acampados, apesar da Laura ter ficado extremamente nervosa nesse dia, quando fui atrás dele, acabei encontrando uma loja de caça, foi ai que conseguimos os óculos de visão noturna. É ele o responsável pelo sucesso das nossas noites fora do acampamento.
— Espera... Tem alguém seguindo a gente. —Comentou David Willian— Eu tenho certeza que tem mais alguém aqui.
Em um momento como esse, o que precisamos é ter calma pois não temos certeza de que seja alguém do grupo ou algum alienígena nos espionando.
— Sou eu! Sou eu! —Respondeu Arthur, saindo de trás de uma árvore.
Antônio foi até ele, enquanto Carlos, Rafael, Marcos, JP, Leonardo e David ficaram esperando.
— Por que você está aqui Arthur? Eu não autorizei que você viesse com a gente.
— Pai, eu sei onde ela tá, eu posso ir até ela. E eu não preciso nem do óculos, vocês precisam de mim.
— Não, eu vou mandar você de volta agora mesmo.
— Eu posso ajudar a encontrar a Victória — Falou alto pra que os outros escutassem.
— Alguém leva ele pra casa fazendo um favor.
JP seguiu até Antônio e Arthur.
— Se ele pode ajudar a encontrar a Victória, deixe que eu tomo conta dele, vai que ele está certo.
— Deixa pai! —Pediu Arthur e ele acabou cedendo.
Enquanto procurávamos pela Victória na tentativa de trazer ela salva pra casa, Laura continuava seu trabalho de dar esperança para os poucos que ficaram no acampamento.
— Milena, será que você pode rezar pra que a Victória volte e bem?
Milena sorriu. — Eu posso sim. Mas, tem hora que eu me sinto tão fraca sabe.
— Quer conversar?
Ela fez sinal que sim.
— Às vezes, parece que eu estou vivendo um sonho, e que uma hora eu vou acordar e, tudo vai ser como era no início de 2028, que eu acordava cedo e ia pra igreja, depois pro meu trabalho.
Eu fico esperando que em uma das minhas tardes eu volte pra onde eu morava e possa encontrar a minha família me esperando, eu sei que eu sempre valorizei eles eu demonstrava, mas faz uma falta...
— Eles se foram?
— Eu não sei, eles tinham viajado quando tudo começou, eu fiquei uma semana em casa esperando que eles voltassem, ninguém voltou.
— Você sempre fala pra eu ter fé. Tenha fé, Milena! Tenha fé minha amiga! Eu gosto de acreditar que existem mais pessoas como nós no mundo, e elas podem estar escondidas, mas estão lutando pra sobreviver, assim como nós.
Laura limpou o rosto de Milena e a deixou sentada ali fora. Ela olhou para o céu, pensou onde sua família poderia estar. As palavras que a Laura disse a fizeram sorrir por um instante, era a fé que sempre fez as pessoas continuarem lutando por suas vidas, foi a fé de que vamos vencer essa guerra que nos uniu. Esse é o foco, você precisa acreditar que as coisas vão sair exatamente como você planeja, assim que você acredita que pode chegar lá, suas forças e chances para vencer aumentam.
— Rezar, tenho que rezar. —Disse ela, se levantando e indo para dentro de um prédio, enquanto subia as escadas, que eram iluminadas apenas pela lua, ela só conseguia se imaginar encontrando sua família e nas hipóteses do que poderia ter acontecido. Assim que ela entrou no quarto e acendeu uma vela, uma voz fez com que ela se assustasse.
— Tia...
— Tiago! O que você está fazendo aqui?
— A menina não pode ser salva.
— Que menina? A Victória?
Ele ficou em silêncio por um instante, parecia estar vendo o que estava acontecendo.
— Ela está com o cara ruim. Ela vai morrer.
— A gente precisa avisar alguém.
— Não! Não há tempo.
Enquanto isso na floresta.
— Devagar. —Sussurrava Arthur— Ela está ali.
Quando João Pedro olhou para a cena de Victória de frente com um lagarto gigante, ele acabou pisando em um galho jogado no caminho que acabou se quebrando. Aquela deve ter sido a cena mais horrível que aqueles dois garotos viram em suas vidas. Victória escutou o barulho e acabou ficando de costas para o monstro, em questão de segundos, ouviu se o grito de Victória, o alienígena estava com sua mão na cabeça dela.
Continua...
