Invasão Alienígena | Capítulo 5




  Após uma invasão alienígena que durou dois anos, a paz e a ordem voltou a se estabelecer na Terra. Tudo estava ótimo até 2028 quando a televisão anunciou que Nova Iorque estava encoberta por uma nave gigante, a temível nave mãe. Diferente da outra vez, agora os lagartos gigantes estavam com uma tecnologia muito superior a que nós tínhamos e, em três meses os Estados Unidos tinha deixado de existir. As informações que contavam é que a população norte americana estava usando um equipamento na espinha que os deixavam escravizados. Os lagartos estavam construindo um exército e acabando com os terrestres. Mas nós iriamos lutar até o fim.

Capítulo 5

— Mais uma pessoa se foi. Uma vez eu li na internet, quando tínhamos uma, que nada nessa vida é permanente. Não sabemos o que temos até perder, o que a gente não imagina é que vamos perder tudo. A gente vai cair quando alguém importante se for, mas precisamos ser fortes por quem ficar. Precisamos nos apoiar, como eu disse, a gente não tem nada, apenas nos temos. A Victória se afastou da gente nos últimos meses porque ela ter ficado sem a irmã dela, e vai ser pela Victória que vamos salvar a Cristina.

— Como se isso fosse adiantar algo. —Comentou Carlos debochando— É sério que você quer trazer pro grupo uma garotinha que nem humana é e além de tudo é órfã. Quem vai adotar o monstrinho? Se a Victória morreu, não é por culpa dela, é por culpa tua Antônio, —JP quase avançou em Carlos, mas Antônio o segurou— É por culpa da tua família, você ofereceu uma falsa segurança pra todo mundo desse grupo, mas esses idiotas não percebem que estão sendo usados como escudo. Todo mundo que tentou nos defender realmente, já morreu. O herói da guerra não volta pra casa. O Rafael, não faz merda nenhuma quando sai pra caça, o Pedro fica lá fora dia e noite, se sofrermos um ataque, aquele babaca vai ser o primeiro a morrer, nossa médica Thais, nunca salvou ninguém, o JP é outro, faz tudo o que você manda, essa Milena, só fica rezando, não faz merda nenhuma também. Todos vocês, todos são inúteis, se prestassem pra algo, a Victória estaria aqui com a gente.

Todo mundo ficou pasmo com a atitude do Carlos, a gente sempre soube que ele era meio estourado pra dizer as coisas e que as vezes, acabava ofendendo alguém. Mas, se aproveitar de uma cerimônia onde a gente estava fazendo homenagem pra uma de nossas colegas e usar aquelas palavras pra ofender todo mundo? Não tinha a possibilidade de ele continuar impune, eu deixei que o João Pedro levasse ele preso. Apesar do incidente, continuamos a cerimônia.

— Eu preciso dizer que me chamo Milena? —Perguntou em meio ao nervosismo

— Como vocês sabem, eu acredito que se estamos passando por esses problemas, é porque a gente tem a capacidade de superar tudo isso. É porque somos fortes! Vocês podem se perguntar o porque de Deus permitir que as pessoas boas morram cedo. Eu queria ler um versículo da bíblia pra vocês.

"Perece o justo, e não há quem considere isso em seu coração; e os homens piedosos são retirados sem que alguém considere nesse fato; pois o justo é levado antes que venha o mal, e entra na paz. Isaías 57.1,2"

Com a nossa mente humana, a gente é um pouco limitado em acreditar que a pessoa vá viver seus próximos anos assim como ela tem vivido, mas Deus sabe melhor, precisamos apenas ser forte e seguir em frente. —Ela secou uma lágrima que escorreu enquanto estava falando— Vocês viram como é complicado viver fora de uma boa convivência com as pessoas, vamos ser um grupo mais unido, e que não percamos a fé em vencer. Isso por mim, por você, pelo seu amigo, pelas pessoas que se foram. Fé.

Laura sempre se emocionava com as palavras de Milena. Eu não sei o que estava acontecendo, mas o Arthur ter voltado parecia não ter sido suficiente, batalhamos tanto para ter nosso filho de volta, mas ela continua triste igual antes. Mas, agora não é hora de pensar nisso, eu tenho um Conselho da Agave para presidir. E com uma surpresa logo no início.

— Eu tomei uma decisão baseado no que aconteceu nessa manhã. Eu sei que todo mundo tem o direito de voto, mas eu não posso permitir que qualquer pessoa que seja, ouse falar qualquer palavra depreciativa sobre vocês. Eu quero o Carlos fora do nosso grupo. Alguém é contra minha decisão?

Um silêncio tomou conta da Agave, e isso foi a primeira vez que aconteceu. Isso quer dizer que todo mundo queria o Carlos fora do grupo, só não tinham a coragem de dizer isso na cara dele.

Como ainda faltavam algumas horas pra noite chegar, achei melhor expulsar o Carlos o mais rápido possível. Assim ele tinha tempo de procurar um local onde passar a noite, até tentei lhe dar uma arma pra que pudesse se defender, mas ele insistiu que apenas uma faca era suficiente. No fundo eu fiquei preocupado, contra os alienígenas, apenas um temperamento explosivo não é suficiente pra sobreviver nesse mundo louco. 

Mas, o que é que eu posso fazer?— Marcos, sou eu a Thais, posso falar com você? —Ela já tinha aberto a porta do quarto e ele sinalizou que sim.

— Você está bem?

— Na verdade, não estou. Mas, eu quero que você me escute primeiro, depois você briga comigo. Eu queria te pedir desculpa por ter te privado de sair a noite com o pessoal da caça. Eu não tinha a mínima noção do quanto isso significava pra você. Eu achei que estava de protegendo, foi por isso que eu menti que você não estava bem, foi por isso que tentei te proteger de correr riscos. Me desculpa?

Marcos sorriu, é tão gostoso quando a gente sabe que alguém realmente se importa com a gente, mesmo que esse alguém tenha cometido algum erro, a gente precisa relevar. Precisamos dar valor no que realmente importa: nos nossos amigos.

Continua...