Quem te deu essa intimidade?



 Não sei ao certo a que devemos relacionar a intimidade, mas que ela faz parte do comportamento e do relacionamento do ser humano, isso é mais do que claro. Quando eu paro para pensar no comportamento, a maneira com que lidamos com as pessoas depende de quanta intimidade temos com ela. Algumas pessoas sabem o seu limite e outras vivem ultrapassando constantemente. Quando o assunto é relacionamento, eu me pergunto quanta intimidade eu tenho dado para pessoas que provavelmente não a mereciam.

 Vivemos em uma constante evolução, e somos moldados dia após dia. São os acontecimentos de hoje que vão nos moldar para ser quem seremos amanhã. As pessoas mudam, e quando refletimos sobre nosso comportamento e nossos relacionamentos, a gente busca reorganizar a intimidade. Algumas pessoas estão além do limite e é necessário que a gente saiba cortar, que saibamos dar limites. Não temos a obrigação de viver dizendo sim, de constantemente estendermos a mão ao próximo, isso não é saudável!

 Por vezes erramos, somos responsáveis pela intimidade exacerbada que os outros acreditam ter com a gente. Não quero me sentir responsável de abertura e acho que mais uma vez eu estou me refazendo, a nossa vida é sobre observação do mundo e uma transformação. Porque eu não preciso ser a mesma pessoa para sempre. A mudança é constante, no mundo todo, na natureza, no homem, e não seria diferente com a gente.

 O que eu quero dizer com isso é que não precisa existir 100% de liberdade com alguém que não queremos. E caso alguma pessoa seja invasiva, temos o direito de cortar a atitude dela. Não é falta de empatia e muito menos grosseiro que a gente faça alguém parar porque está indo longe demais. Acho que nosso comportamento e nossos relacionamentos quando em referência sobre intimidade, precisam fazer parte de um sentimento confortável. Se não estamos nos sentindo bem, qual a razão de aceitarmos tal intimidade?