Existe um dia que ninguém espera, o dia onde as cores acabam desaparecendo, dando lugar ao cinza. Será que eu fiz o suficiente? Será que eu consegui cumprir a minha missão? Será que as pessoas vão sentir a minha falta? São tantas as perguntas que não terão respostas, e a vontade de querer saber como as coisas seriam.
Ir embora inevitavelmente vai acontecer com qualquer pessoa que passe por essa loucura que é viver. Ninguém espera por uma notícia ruim, ninguém quer terminar o tempo antes do tempo, mas é desesperador saber que estaremos aqui por tão pouco e que quando a gente vai, tudo continua seguindo. O mundo não para por causa da gente.
Alguém acaba despedaçado, outras pessoas só vão lamentar por cinco minutos. O cinza machuca mas a vida acaba seguindo. Continuamos com aquela mesma questão; será que eu fiz o suficiente? Essa resposta não teremos, mas a gente pode se esforçar no presente. Se eu quero ser lembrado por algo bom, talvez a hora para começar a fazer esse algo seja o agora. Como a gente não sabe do dia de amanhã, não devemos esperar por ele.
Se vivermos a vida sempre com a ideia de que de repente tudo pode acabar, talvez saibamos assim aproveitar melhor cada momento da maneira que realmente importa. Talvez briguemos menos, já que não vale a pena a gente se desgastar por coisas pequenas. Talvez a gente acabe amando mais, já que as boas lembranças é a única coisa que podem continuar existindo.
Nossa vida é feita de ciclos e todos os dias alguém acaba chegando no último. Sempre teremos a sensação de que a história deveria ter continuado um pouco mais. Quando alguém vai embora, perdemos um pouco de nós mesmo.