Na adolescência, com nossos hormônios a flor da pele, vamos descobrindo nosso corpo, tendo desejos e vontades. Nos apaixonados por alguém, acabamos tendo desejos, e explorando, algumas pessoas acabam sabendo qual é a sua sexualidade. Curiosidade é o ponto alto desse período da nossa vida.
Você precisa entender que sexualidade não se escolhe, então não existe "opção sexual" e o termo correto é "orientação sexual", e neste período de descobertas, pode ser que você tenha curiosidade. Uma vontade beijar alguém do mesmo sexo é um exemplo do que seria uma curiosidade. Se você nunca beijou antes, você não sabe se gosta ou não.
Quando temos alguma curiosidade, o ideal é que a gente experimente porque é a única maneira da gente se descobrir. O que vai dizer qual é a sua orientação sexual são as sensações que vai sentir depois, caso tenha gostado e estiver querendo mais, então talvez você precise entender onde você se encaixa. É ainda mais importante compreender que cada pessoa tem o seu tempo e o direito de decidir quando e onde vai estar pronta para defender a sua bandeira.
O preconceito e a homofobia é algo ensinado, então aquele adolescente pode ter raízes preconceituosas dentro da sua família, ou pior ainda, dentro da própria cabeça. Não são poucas as igrejas que recriminam as pessoas simplesmente por gostarem de alguém que o homem decidiu que não deveria. Com medo de ser expulso ou sofrer alguma violência dentro de casa, essa parcela de adolescentes acabam se escondendo e negando quem são.
Não existe idade certa para que alguém descubra mais da sua sexualidade e de suas vontades, então não se assuste de ser adulto e perceber que algumas coisas estão mudando. Nosso cérebro é uma máquina incrível e não sabemos quando é que ele vai contar para o seu corpo o quanto você é especial e pode amar mais de um gênero. Só não deixe que o preconceito do outro seja maior do que a sua felicidade de ser quem você é.