Não são poucas as reclamações quando o assunto é política. Criou-se uma idolatria em torno dessa classe onde você precisa adorar algum como se ele fosse uma espécie de deus. Assim, qualquer que seja a boa ação, se não vier do seu favorito, você precisa reclamar e expor sua supremacia já que você gosta e votou no outro. Ao mesmo tempo, qualquer que tenha sido o desrespeito, a falta de empatia, a falta cuidado com a população, para essa galera tudo é justificável. Em que momento as pessoas adoeceram dessa maneira?
Dizem que o pior dos cegos, é aquele que não quer ver, ele escolhe anular todas as evidências, por mais simples que sejam. Esse fanatismo tem desencadeado brigas entre amigos e no meio familiar, cortaram as relações como quem termina um dia de aula, e tudo por causa de uma polarização idiota, inflada pelo consumo desenfreado da internet, onde agora as pessoas acreditam terem se tornado analista política.
Tais ações acontecem da seguinte maneira: Ela escuta uma opinião idiota, vinda de uma outra pessoa idiota que grava vídeos na Internet e absorve para si aquele pensamento como se tivesse acabado de receber uma mensagem divina que agora ela precisa propagar. Consequentemente, acaba se tornando mais uma idiota da massa que acredita que opinião é informação.
Como é que a gente lida com isso? Será que eu preciso escolher um lado? E qual é o lado correto? Em algum momento, as pessoas deixam a normalidade e acabam se empolgando em ideais destrutivos. Se essa polarização tem afetado nossas relações, é claro que estamos usando a política de uma maneira incorreta. Não é difícil de perceber, nem mesmo escolhendo se cegar diante dessa situação, essa guerra é pra que?
Parar por um momento pode nos ajudar a redirecionar nossos caminhos, analisarmos o que perdemos nessa "guerra" doentia e se necessário, procurar um psicólogo. Não dá pra continuar seguindo por algo que sabemos que não tem sido benéfico. Vai continuar alienado a político até cometer crimes contra o estado? Se tratar enquanto é tempo pode ser a melhor saída.
